Preços caíram em 25 das 27 capitais analisadas. O alívio existe, mas só vira melhora financeira se não desaparecer em outro gasto automático.
A cesta básica ficou mais barata em 25 das 27 capitais analisadas em agosto, segundo levantamento do Dieese com a Conab.
Preço menor ajuda. Mas não ajuda todo mundo do mesmo jeito.
As maiores quedas apareceram em Rio Branco, Manaus, Boa Vista, Aracaju, Cuiabá e Salvador. Maceió e São Luís foram as exceções, com alta no mês.
Batata, tomate, café e feijão ajudaram a puxar o custo para baixo em várias cidades. Para famílias que gastam uma parcela grande da renda com alimentação, essa diferença pode aparecer rápido no caixa.
A notícia boa termina quando a folga some sem você perceber. Preço menor vira resultado quando o orçamento decide o destino do dinheiro antes que outro gasto decida por ele.
Uma queda de 3% não é “supermercado 3% mais barato”.
Cesta básica é uma referência. Marcas, bairros, promoções e hábitos mudam a compra real de cada família.
Se uma família gastasse R$ 800 por mês em uma cesta semelhante e conseguisse reduzir esse gasto em 3%, a diferença seria de R$ 24 no mês e R$ 288 em 12 meses. É exemplo, não promessa.
O que fazer com o alívio?
Reserva, dívida, investimento ou uma despesa importante adiada. O melhor uso depende da situação de cada casa. O ponto é não deixar a economia virar consumo automático.
Fonte: Agência Brasil, com dados de Dieese e Conab, 10/09/2026.
Texto reescrito pelo Money no Sofá a partir dos dados divulgados pela fonte original.